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Fraudes no Onboarding: O que fazer?


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O onboarding é um dos momentos mais críticos na relação entre uma empresa e seus clientes digitais. É nessa etapa que o usuário abre uma conta, fornece seus dados pessoais e passa por uma checagem de identidade feita pela empresa. Se esse processo falha e um fraudador consegue se infiltrar, o prejuízo é quase certo.


Nesse estágio inicial, a empresa não tem certeza de quem está do outro lado da tela — pode ser uma pessoa real ou até mesmo um robô digital. Não há garantia de que os documentos apresentados são autênticos, e mesmo que sejam, não há como saber se pertencem de fato a quem está tentando abrir a conta.


Para complicar ainda mais, há quem entregue voluntariamente seus documentos verdadeiros a criminosos em troca de algum dinheiro. Esses dados são usados para abrir contas falsas em nome de terceiros — as chamadas contas-laranja — que alimentam esquemas de fraude e lavagem de dinheiro.


DE ONDE VEM OS DADOS USADOS PELOS FRAUDADORES


Origem dos dados usados em fraudes de onboarding:


  • Vazamentos de dados de grandes empresas


Nos últimos dez anos, o Brasil enfrentou uma série de vazamentos de dados pessoais que expuseram cidadãos e revelaram falhas graves na segurança digital de empresas e órgãos públicos.


O megavazamento de 2021 foi o mais emblemático, com informações de 223 milhões de brasileiros,  incluindo dados sensíveis como CPF, endereço, score de crédito e até fotos de rosto.


Plataformas de e-commerce, operadoras de telefonia, instituições financeiras e o próprio governo federal também foram alvos frequentes.


  • Phishing e engenharia social


Os Golpistas induzem vítimas a fornecerem dados por meio de e-mails falsos, mensagens de WhatsApp, ligações ou sites clonados.


Além disso, mmuitas vezes, fraudadores fingem ser bancos ou empresas conhecidas para ganhar credibilidade e telefonam para as pessoas com táticas que apelam para o lado emocional (Ex. fingindo que alguém está tentando pagar uma conta com seu cartão)


  • Compra de dados na dark web


Informações pessoais são vendidas em fóruns clandestinos por valores baixos


  • Malwares e spywares


Programas maliciosos instalados em celulares ou computadores capturam dados digitados, fotos e documentos. Alguns são distribuídos por apps falsos ou links maliciosos.


  • Redes de falsificação documental


Quadrilhas especializadas produzem documentos falsos com dados reais, dificultando a detecção por sistemas automatizados. Mais recentemente, usam de IA para criar deepfakes de vídeos e imagens.


Por que isso é preocupante?


Esses dados permitem que fraudadores passem pelas etapas de verificação de identidade como se fossem usuários legítimos. Isso pode resultar em:


  • Abertura de contas em nome de terceiros

  • Empréstimos fraudulentos

  • Lavagem de dinheiro

  • Prejuízos financeiros e reputacionais para fintechs


O QUE AS EMPRESAS ESTÃO FAZENDO ?


As empresas, especialmente fintechs, têm adotado uma combinação de tecnologia avançada, processos inteligentes e estratégias regulatórias para prevenir fraudes no onboarding digital.


Principais medidas:


 1. Verificação de identidade robusta


·       OCR + validação documental: leitura automática de documentos (RG, CNH) com checagem de autenticidade.

·       Prova de vida digital: solicitar que o usuário faça movimentos específicos (piscar, virar o rosto) ou usar uma característica humana para confirmar que é uma pessoa real (veja mais no final do texto)

·       Reconhecimento biométrico: compara a identidade do usuário com bases públicas. Processo que se chama verificação biométrica.


 2. Uso de inteligência artificial e machine learning


  • Análise de comportamento: monitora padrões de digitação, tempo de resposta e navegação para detectar perfis suspeitos.

  • Modelos preditivos de risco: classificam usuários por probabilidade de fraude com base em histórico e contexto.

  • Detecção de deepfakes e manipulações visuais: IA treinada para identificar inconsistências em vídeos e imagens.


3. Integração com bases externas


  • Bases públicas e privadas de CPF/CNPJ e biometria: verifica se o documento está ativo, regular e sem restrições (veja mais no final uma novidade sobre isso).

  • Consulta a bureaus de crédito: validar dados financeiros e histórico de crédito.

  • Listas de pessoas politicamente expostas e de sanções internacionais

  • Ferramentas mais sofisticadas, capazes de detectar o relacionamento da pessoa com outras contas suspeitas


4. Monitoramento contínuo pós-onboarding


  • Análise de transações em tempo real: identifica movimentações atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente.

  • Revalidação periódica de identidade: exige nova prova de vida ou atualização de dados em intervalos regulares.

  • Alertas e bloqueios automáticos: sistemas que suspendem contas ao detectar comportamento suspeito.


5. Arquitetura antifraude modular


  • Camadas de verificação adaptativas: quanto maior o risco, mais etapas são exigidas

  • Tokenização e criptografia de dados: protegem informações sensíveis durante o processo.


6. Conformidade à regulamentação e auditoria


  • Política de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD): exige registro e rastreabilidade de operações.

  • Auditorias e Treinamento : revisam processos e identificam vulnerabilidades. Capacitação constante do time. O fator humano é um aspecto que é sempre muito importante nas empresas.


Percebo nas conversas com profissionais de cybersegurança, uma preocupação em estar bem atualizados em relação às novas fraudes e novas ferramentas disponíveis no mercado (sempre um passo à frente).


CUSTOS E FRICÇÃO PARA O USUÁRIO


O problema é que as medidas listadas acima custam dinheiro e aumentam o custo por transação, os fornecedores cobram para consultar bases de informação, as ferramentas demandam tempo de processamento (o que impacta o tempo de resposta para o usuário) e se a empresa exagerar na dose, pode começar a bloquear transações legítimas e irritar o usuário (a ponto de ele/ela preferir mudar para um competidor).


O QUE FAZER ENTÃO?


Não há uma resposta única para este tipo de fraude. Gosto da abordagem em camadas, onde você desenha a solução de modo que vai eliminado o risco em cada fase  (ex. o grosso você já elimina com os dados pessoais e biometria 1:1 e 1:N), depois busca as bases públicas, depois as privadas. Se já conseguir descobrir o fraudador em uma fase, já nem precisa passar para a outra, o que reduz o custo da transação e o tempo de resposta.  


Acredito que uma análise jornada a jornada, avaliando o risco (e o potencial de prejuízo) de cada uma a ajustando a solução, permitindo mais ou menos risco.


Manter-se atualizado e testar novas tecnologias com melhor custo-benefício e desconhecidas dos fraudadores é chave. Muitas tecnologias estão se tornando conhecidas dos fraudadores, reduzindo sua efetividade.


Conhecer os indicadores da ferramenta antes de contratá-la, como acurácia, falsos positivos e falsos negativos. Esses indicadores permitirão uma melhor avaliação.


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