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Open Finance em 2023: Quais são as principais tendências?


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O Open Finance tem ganhado cada vez mais destaque no cenário financeiro global, proporcionando uma revolução na forma como as pessoas interagem com seus serviços financeiros.


Com a abertura de dados e a integração de diferentes instituições financeiras, o Open Finance oferece uma gama de benefícios para consumidores e empresas.


Neste artigo, exploraremos as principais tendências do Open Finance em 2023, tanto em âmbito internacional quanto no cenário nacional.

Antes, em águas internacionais…


O Open Finance, antes Open Banking, surgiu como uma resposta à necessidade de aumentar a concorrência e promover a inovação no setor bancário. Tradicionalmente, os bancos mantinham o controle exclusivo dos dados financeiros de seus clientes, dificultando a entrada de novos concorrentes e limitando a capacidade dos consumidores de aproveitar ao máximo seus serviços financeiros.





O Reino Unido foi pioneiro no desenvolvimento do Open Banking, que serviu como base para o surgimento do Open Finance. Em 2016, o Competition and Markets Authority (CMA) introduziu a Open Banking Initiative, que exigia que os principais bancos compartilhassem dados de clientes com terceiros por meio de APIs. Essa iniciativa abriu caminho para a criação de um ecossistema de serviços financeiros mais aberto e inovador.


Desde então, vemos um aumento significativo no número de países que estão adotando políticas e regulamentações favoráveis ao Open Finance. Países como Reino Unido, Estados Unidos e Canadá estão liderando o caminho, implementando frameworks que permitem o compartilhamento seguro de dados financeiros entre instituições.


Essas iniciativas visam aumentar a concorrência, fomentar a inovação e empoderar os consumidores, permitindo que eles tenham maior controle sobre suas informações financeiras.


Uma das principais tendências internacionais é a expansão dos ecossistemas de Open Finance por meio de parcerias estratégicas entre instituições financeiras tradicionais e fintechs. Essas colaborações permitem que as instituições financeiras tradicionais aproveitem a agilidade e a expertise tecnológica das fintechs, ao passo que as fintechs têm acesso aos clientes e à infraestrutura regulatória das instituições estabelecidas, o que resulta em uma oferta de serviços financeiros mais diversificada e inovadora para os consumidores.

Além disso, espera-se que, com o Open Finance, os consumidores terão acesso a serviços financeiros personalizados e agregadores que reúnem informações de diferentes instituições financeiras, os quais poderão oferecer uma visão consolidada das finanças dos usuários, fornecendo insights, recomendações e opções de produtos financeiros mais adequados às suas necessidades individuais.


O Open Finance poderá se integrar com a Internet das Coisas (IoT) e outras tecnologias emergentes, como inteligência artificial e blockchain. Isso possibilitará a criação de novos modelos de negócios e experiências financeiras mais conectadas, como pagamentos por dispositivos IoT, seguro automático baseado em dados de sensores e contratos inteligentes. >>> Entenda como o ChatGPT poderá se unir ao Open Finance no futuro.

E no Brasil?


No Brasil, o Open Finance tem avançado de forma gradual, seguindo a tendência global. O Banco Central do Brasil tem desempenhado um papel fundamental na promoção do Open Finance, lançando o PIX em 2020, um sistema de pagamentos instantâneos que serve como base para a abertura de dados financeiros no país. O sucesso do PIX tem estimulado o governo brasileiro a impulsionar a adoção do Open Finance, reconhecendo seus benefícios para a economia e para os cidadãos. Em 2023, espera-se a expansão do escopo de dados compartilhados, incluindo não apenas informações básicas de contas transacionais, mas também dados de outros serviços financeiros, como investimentos, seguros e empréstimos. Isso permitirá que os consumidores tenham uma visão mais abrangente de sua situação financeira e acessem serviços mais personalizados. Muitas fintechs, como a Pluggy, por exemplo, já se adiantaram nessa tendência e já retornam dados de investimento e previdência, promovendo novos produtos como a portabilidade facilitada, por exemplo.





Assim como no exterior, as fintechs devem desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento do Open Finance no Brasil. Com a abertura de dados, as fintechs poderão oferecer serviços inovadores e disruptivos, aproveitando a agilidade e a capacidade de adaptação ao mercado. Espera-se que a participação das fintechs no setor financeiro brasileiro cresça, impulsionando a concorrência e a oferta de serviços mais acessíveis.


Adicionalmente, os consumidores terão acesso a uma gama mais ampla de serviços financeiros e informações sobre suas finanças. Isso ressalta a importância da educação financeira para capacitar os consumidores a tomar decisões informadas e responsáveis. Espera-se que o aumento do acesso a dados e serviços financeiros estimule a demanda por programas de educação financeira, tanto por parte das instituições financeiras como por organizações governamentais e da sociedade civil. *Este artigo foi escrito pela Pluggy, fintech que permite que bancos, fintechs e empresas de outros segmentos agreguem contas de diferentes instituições financeiras por meio de uma única API, padronizando e categorizando dados de seus usuários de modo a tornar possível a criação de soluções financeiras ainda mais contextuais e uma experiência ainda melhor e mais personalizada aos usuários com base no Open Finance.



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