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Delend levanta R$ 100 milhões e anuncia aquisição de R$ 80 milhões


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A Delend, fintech focada no uso de inteligência artificial e Open Finance no mercado de crédito para pequenas e médias empresas, anuncia investimentos de R$ 100 milhões e a aquisição parcial da Rede OK por R$ 80 milhões, empresa que atende 40 mil PMEs na jornada de crédito. Esse movimento resultou em um dos primeiros programas de Fusão Reversa Privada (PReM) de 2024 no país. Com a compra, a organização, que teve receita recorrente de R$ 56 milhões em 2023, projeta alcançar R$ 120 milhões de ARR (Receita Recorrente Anual) até o final de 2024.

 

O objetivo é unir a expertise das duas companhias para simplificar a jornada de crédito das PMEs, oferecendo soluções que melhoram a decisão, o monitoramento e a emissão de pagamentos e cobranças, resultando na antecipação de duplicatas, em acordo com a recente resolução do BCB n° 339 de 24/8/2023.

 

“A aquisição é parte de nossa estratégia de crescimento acelerado e integração de inovações tecnológicas com as recentes mudanças regulatórias do mercado financeiro. Assim, mais de 40 mil empresas da nossa base, que cobrem 98% dos municípios do Brasil, terão acesso a serviços digitais para uma melhor jornada de crédito. Queremos destravar o mercado de recebíveis de duplicatas eletrônicas usando ferramentas de IA, aproveitando os recursos dos dados abertos e da facilidade que a iniciação de pagamentos oferece para os usuários”, destaca Fernando Wosniak Steler, cofundador e CEO da Delend.

 

Rodada de investimento inicial

 

Dos R$ 100 milhões colocados no negócio, 30% correspondem a aportes dos próprios fundadores e do “founding team”, composto pelos principais executivos da empresa, o que reflete o compromisso do time Delend com o sucesso da startup. Além disso, 12% do montante foi realizado por investidores-anjos, sendo a maioria composta por mentores e empreendedores da Rede Endeavor e Beacon Founders; 37% são referentes à combinação das operações com a Rede OK, sendo que seus fundadores, Edson Monteiro e Lilian Monteiro, continuarão no negócio. Fundos de Venture Capital, como Capital, AirBorne Ventures e 2TM – CVC do Mercado Bitcoin investiram 8% do total. A empresa também fez a constituição de uma dívida estruturada e está à procura de mais aquisições.

 

Legado de sucesso

 

A Delend foi fundada por "second time founders", termo que define empreendedores que já encerraram um ciclo empresarial com sucesso. A liderança é composta pelo CEO Fernando Wosniak Steler, fundador da D1, que em 2021, junto à Zenvia, consagrou-se a primeira empresa SaaS da América Latina a abrir capital na Nasdaq, em Nova York.

 

Além de Steler, Licio Carvalho atua como CTO e Harry Cerqueira como responsável de blockchain. Carvalho fundou a Tarkena, empresa pioneira em IA que foi incorporada pela B2W e originou a Ame Digital. Já Cerqueira fundou a Impactools, empresa adquirida pela Sinqia, companhia brasileira de capital aberto que foi comprada pela Evertec em 2023 por R$ 2,5 bilhões.

Para compor o time inicial de executivos, os três fundadores se voltaram a contatos profissionais próximos que também estão investindo na empresa, como Maria Carolina Sanzovo, ex-CFO da D1, Marcelo Sena, ex-CRO da TransUnion e Felipe Hirschheimer, ex-COO da Ame Digital.

 

Modelo de negócio inovador

 

A Delend, além de ter sido selecionada pela Endeavor no programa Scale UP, também passou tanto pelo Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas, o LIFT, como pelo NEXT, ambos apoiados pelo Banco Central do Brasil e Fenasbac. Adicionalmente, apresentou e defendeu seu white-paper no evento A tokenização das finanças: dos criptoativos às moedas digitais de bancos centrais, promovido pelo BC.

 

O mercado de duplicatas eletrônicas para PMEs já movimenta cerca de R$ 1,5 trilhão ao ano e é essencial no setor, pois permite que as empresas acelerem o recebimento de recursos, contribuindo para a liquidez e sustentabilidade financeira. No entanto, a jornada de crédito para PMEs esbarra em diversos problemas, como falta de dados confiáveis e altos custos operacionais. Esses contratempos muitas vezes impedem o crescimento das companhias e até mesmo a oferta de crédito para compradores.

 

Com o intuito de sanar essa dor, a Delend usa ferramentas de inteligência artificial que, com o consentimento do usuário, analisam os dados de Open Finance para a jornada do crédito, destravando a concessão tanto para as empresas vendedores como para as compradoras. Por meio da Rede OK, a startup manteve uma parceria estratégica com a Serasa Experian, maior bureau de crédito do mundo.

 

“Estamos comprometidos em transformar a maneira como as PMEs realizam transações de venda a prazo. Existe alta dependência de emissão de boletos, o que afeta o fluxo de caixa de distribuidores, enquanto compradores precisam de prazo para produzir e pagar. Aplicando a inteligência artificial, inclusive a generativa, em conjunto com o Open Finance, queremos facilitar o ciclo de vendas e pagamentos, promovendo um ambiente de negócios mais ágil e eficiente”, conclui Licio Carvalho.

 

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