• Victor Barboza

Equity Crowdfunding: investindo em startups




Você já deve ter ouvido falar de vários casos de empresas de tecnologia que começaram pequenas, na garagem de seus fundadores, e, acabaram explodindo em um determinado momento, tornando-se grandes corporações. Google, Facebook e Amazon são só alguns destes exemplos.


Estas empresas têm uma coisa em comum: quando começaram, além de serem pequenas eram empresas de base tecnológica com modelos exponenciais de crescimento. Esta característica é o que define uma startup.


Agora imagine você investindo um valor acessível, por exemplo R$ 1.000, no começo de um "novo Uber", e, com o crescimento desta empresa, transformar estes R$ 1.000 em uma grande quantia. Parece algo inimaginável, não é? Porém, neste artigo, iremos mostrar que isto é totalmente possível, com o Equity Crowdfunding.


Crowdfunding: financiamentos coletivos


O termo equity crowdfunding, traduzido ao pé da letra, significa investimento coletivo. Você já deve ter ouvido a palavra "crowdfunding" alguma vez na vida, pois há alguns anos, viralizou no Brasil as plataformas de crowdfunding, também conhecidas como financiamento coletivo (ou até como vaquinhas virtuais). Estas são as plataformas nas quais pessoas abrem campanhas para um projeto para que ouras pessoas façam contribuições para viabilizá-lo.


Ao contrário das plataformas de equity crowdfunding, no qual a visão principal é a de um investimento, as plataformas de financiamento coletivo são mais focadas em doações ou prêmios. Ou seja, as pessoas contribuem para os projetos sem a espera de um retorno financeiro. Alguns exemplos de plataformas de crowdfunding no Brasil são sites como Catarse, Kickante, Vakinha e Benfeitoria.


Equity Crowdfunding: participação em empresas


Empresas em estágios iniciais muitas vezes têm o desafio de captar recursos para investimentos no negócio. Existem diversas formas de obter esses recursos: aporte de capital próprio, amigos, parentes, empréstimos em instituições financeiras, peer-to-peer lending, investidores anjos ou venture capital. O equity crowdfunding surge como uma nova alternativa.


A primeira plataforma desta modalidade surgiu na Inglaterra, em 2009. Nos Estados Unidos, apesar de algumas iniciativas já existirem, foi em 2012 que elas foram regulamentadas


Ao contrário dos financiamentos coletivos, no equity crowdfunding a ideia não é a de doações ou brindes, mas sim de um investimento: pessoas colocam dinheiro no projeto visando obter uma rentabilidade no futuro. Pensando no que já existe no mercado financeiro, enquanto que o peer-to-peer lending pode ser visto similar às debêntures, na qual empresas captam recursos e pagam de volta com juros, o equity crowdfunding pode ser visto como algo parecido com o mercado de ações, no qual o investidor passa a ter participação na empresa.


Porém, nem sempre o investimento funciona na forma de participação societária. Algumas das plataformas permitem que o retorno seja através de títulos conversíveis da dívida.


Temos vantagens tanto para as empresas quanto para os investidores. Do ponto de vista das empresas, que costumam ser startups, o acesso ao capital fica facilitado. Do ponto de vista do investidor, além do valor dos aportes ser mais baixo, já que a ideia é do investimento coletivo, há a possibilidade de diversificar e investir em empresas com grande potencial de crescer de forma exponencial.


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentou o equity crowdfunding na instrução CVM 588. De acordo com a regulamentação, empresas com receita anual de até R$ 10 milhões podem realizar ofertas por meio do financiamento coletivo na internet, com dispensa automática de registro de oferta e de emissor. E como forma de proteção ao investidor, as ofertas só podem ser feitas por plataformas autorizadas.


Para as empresas que estão captando recursos, os principais requisitos envolvem a necessidade da empresa ser uma LTDA e o fato de que os recursos não poderem ser usados para investimentos em produtos financeiros ou para aquisição de outros negócios.


Riscos


Estamos falando de investimentos em novas empresas/projetos. Ou seja, é possível obter-se ganhos bem acima aos investimentos mais tradicionais. Porém, assim como no mercado de ações, estamos falando de renda variável. Dessa forma, o risco é mais acentuado, podendo, por outro lado, levar a perda de capital por parte dos investidores.


É justamente por isso que o investidor, na hora de aplicar seu dinheiro em alguma das plataformas, precisa se declarar estar ciente aos riscos envolvidos em investir em negócios, já que possuem poucas garantias e alta volatilidade. A CVM também estipulou o limite de investimento R$ 10 mil por ano, por investidor, com exceções para os investidores classificados como qualificados.


De qualquer forma, assim como nas plataformas de P2P Lending, nas plataformas de equity crowdfunfding também é feita uma seleção e uma avaliação de risco da empresa que está captando recursos. As plataformas avaliam o histórico da empresa, o motivo da captação e balanços financeiros para atribuírem uma classificação de risco. Todos estes dados são mostrados para que o investidor possa analisar e tomar suas decisões.


Quer conhecer quais são as plataformas de Equity Crowdfunding que existem no Brasil? Acesso o site da Fincatch e confira!

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