• Victor Barboza

Como as fintechs estão de adequando à pauta ESG

Cada vez mais é comum encontrarmos discussões envolvendo a pauta ESG, sigla que vem das palavras do inglês Environmental, Social and Governance, que em português significam Ambiental, Social e Governança.


Esta sigla apareceu pela primeira vez em 2005, no relatório “Who cares wins”, ou em português, “Ganha quem se importa”, elaborado pela ONU. Neste relatório, foram desenvolvidas diretrizes e recomendações a gestão de ativos poderia se relacionar com questões ambientais, sociais e de governança.


A pauta ESG é usada para se referir às boas práticas que empresas fazem em relação aos três pilares:


· Ambiental: práticas relacionadas à conservação do meio ambiente, como por exemplo iniciativas relacionadas à redução de poluição, biodiversidade, eficiência energética e gestão de resíduos;


· Social: práticas relacionadas às ações que à empresa promove com a sociedade, como por exemplo proteção de dados e privacidade, diversidade da equipe, relacionamento com a comunidade, adequação aos direitos humanos e às leis trabalhistas;


· Governança: práticas relacionadas à gestão e administração da empresa, como por exemplo conduta, relação com órgãos públicos e estrutura de conselho e comitê de auditorias.


Esta pauta é tão importante nos tempos atuais que cada vez mais os investidores passam a analisar como as potenciais empresas a serem investidas estão lidando com cada um destes pontos. Com isso, as empresas mais engajadas na pauta ESG conseguem colher resultados mais positivos, envolvendo rentabilidade e aumento do valor de mercado.


A pauta ESG acaba tendo importância em todos os setores, inclusive no meio das fintechs. Confira abaixo algumas iniciativas que fintechs criaram adequadas à pauta ESG:


Impact Bank


O Impact Bank é um banco digital que oferece soluções financeiras completas voltadas para ONG’s, negócios e pessoas. A fintech possui o chamado “Fundo de Transformação”, que apoia iniciativas de impacto social e ambiental, com a doação de R$ 0,10 por transação bancária e até 0,1% de todo o valor transacionado nas maquininhas de cartão, além das doações diretas. Até o momento já foram transacionais mais de R$ 2 milhões em doações.


Openbox.ai


A Openbox.ai é uma fintech de crédito que oferece antecipação de recebíveis. Empresas que praticam ações sustentáveis podem receber descontos nestas operações. A plataforma também possibilita que empresas obtenham uma certificação, chamada Cerificação de Índice de Ações Sustentáveis (IAS).

Nubank


O Nubank, banco digital, recebeu recentemente um aporte do Advancement Initiative Fund, que relaciona empresas de tecnologia à geração de renda de grupos minoritários. Na visão do fundo, o Nubank está criando uma nova geração de serviços financeiros na América Latina com impacto social. O banco digital também está criando uma diretoria global de ESG-Impacto.


Creditas


A Creditas, fintech de crédito, com seu principal produto sendo o empréstimo com garantia, é um dos grandes destaques de fintechs que possuem alguma iniciativa relacionada à pauta ESG, sendo, inclusive, eleita pela Exame, como uma das melhores empresas brasileiras em ESG. A fintech é referência na democratização do crédito e no processo de educação financeira do seu cliente, e, pretende, cada vez mais, implementar boas práticas de governança e meio ambiente.


Dank! Bank


O Dank! Bank é um banco digital que tem um vínculo muito forte com a pauta ESG por conta do fomento à economia regional e utilização de ferramentas para aceleração de iniciativas sociais e sustentáveis. Um dos exemplos são os seguros que têm parte do valor revertido em doações para instituições beneficentes.


Cashme


A Cashme é uma fintech de crédito, do grupo Cyrela, com foco em empréstimos com garantia de imóvel. A fintech realizou, recentemente, a neutralização das emissões de gases de efeito estufa gerados pelas suas operações dos últimos 3 anos. Outra iniciativa foi a campanha “Condomínio Consciente”, que oferece uma consultoria de Sustentabilidade para condomínios que contratam empréstimos.


Any3


O Any3, fintech de gestão empresarial, é um sistema de gestão voltado para entidades do terceiro setor, como associações, Arranjos Produtivos Locais (APL’s), sindicatos, ONG’s, Igrejas, Institutos, partidos políticos, fundações e Organizações da Sociedade Civil (OSC’s).


Risu


É uma plataforma que o consumidor ajuda entidades sociais. Na hora de fazer uma compra online, é possível escolher a loja, escolher uma causa social e, por fim, parte do valor da compra se transforma em doação.


Polen


O Polen é uma fintech que possui soluções para empresas e e-commerces contribuírem para projetos sociais. A cada compra que um cliente realiza, uma parte do valor será destinado para causas sociais escolhidas pela empresa. A plataforma já teve mais de R$ 1 milhão em doações livres e R$ 255 milhões em valores movimentados a partir das compras conscientes.


Moedapay


O Moedapay é uma conta digital que visa contribuir com o desenvolvimento sustentável e melhoria na qualidade de vida de comunidades de agricultura familiar, quilombola, indígena, ribeirinha, periféricas e atingidos por barragens. Quanto mais o usuário usa sua conta digital, mais pontos de impacto ele recebe, podendo distribuir, doar ou adquirir descontos para contribuir com o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. A conta digital oferece também microcrédito e outros serviços voltados às pessoas e empresas que mais precisam deles.


Gooders


A Gooders conecta pessoas, causas e empresas através do oferecimento de um programa de recompensas para quem faz doações. Através dos pontos Gooders, doadores podem buscar descontos em diversas empresas parceiras.


E por fim, não podemos de deixar de falar das fintechs da categoria Crowdfunding de Projetos, as famosas “vaquinhas online”. Tratam-se de soluções destinadas à captação de recursos para projetos sociais. São exemplos destas plataformas: Vakinha, Benfeitoria, Catarse, trackmob, Abacashi, Apoia.se, Caridadx, Doare, O Pote, Padrim, Voaa.




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