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BaaS se consolida como principal motor para empresas não financeiras ampliarem receita com produtos bancários próprios


Empresas fora do sistema bancário tradicional estão acelerando a entrada no mercado financeiro por meio do modelo Banking as a Service (BaaS). Dados da Allied Market Research indicam que o mercado global de fintechs cresce a uma taxa média anual de 23% até 2028, impulsionado principalmente pela integração de serviços financeiros em plataformas de varejo, mobilidade, educação e marketplaces. 


No Brasil, a regulamentação do Open Finance pelo Banco Central tem ampliado esse movimento, permitindo que marcas não financeiras ofereçam contas digitais, meios de pagamento, crédito e soluções de antecipação de recebíveis dentro de seus próprios aplicativos.


A estratégia acompanha uma inflexão mais ampla no comportamento de consumo e na forma como serviços financeiros são acessados. Dados do Global Payments Report, da Worldpay, mostram que carteiras digitais já concentram mais de 50% das transações de comércio eletrônico no mundo e devem ultrapassar 60% até 2027, impulsionadas pela conveniência e pela integração com aplicativos de varejo e serviços. 


As informações da Febraban indicam que o número de contas digitais ativas mais que dobrou nos últimos cinco anos, criando um ambiente favorável para modelos embarcados. Nesse contexto, estudos do Boston Consulting Group apontam que plataformas que incorporam pagamentos, crédito e gestão financeira à experiência principal do usuário tendem a capturar novas fontes de receita e ampliar a recorrência sem precisar assumir o papel formal de instituição bancária.


Para Rafael Franco, CEO da Alphacode, o BaaS deixou de ser um diferencial tecnológico e passou a integrar a estratégia de crescimento das empresas. “O Banking as a Service permite que qualquer plataforma transforme relacionamento em receita. Quando a conta digital, o crédito ou a antecipação de recebíveis estão dentro do ecossistema da marca, o cliente permanece mais tempo e consome mais serviços”, afirma.


Na prática, o modelo funciona por meio de APIs fornecidas por instituições financeiras reguladas, que permitem às empresas oferecer produtos bancários com sua própria marca, sem assumir a complexidade regulatória. Redes de varejo, aplicativos de delivery, plataformas educacionais e marketplaces passaram a integrar contas digitais, cartões, Pix, crédito rotativo e antecipação de recebíveis como parte da jornada do usuário. “Esses serviços deixam de ser acessórios e passam a operar como linhas de receita recorrentes”, diz Franco.


A antecipação de recebíveis, em especial, tem ganhado destaque em um cenário de crédito mais restrito. Ao permitir que lojistas e parceiros convertam vendas futuras em capital imediato, a funcionalidade melhora o fluxo de caixa e reduz a dependência de empréstimos tradicionais. Para as plataformas, representa uma fonte previsível de monetização, com menor risco de inadimplência, já que os valores antecipados são lastreados em transações já realizadas.


Segundo o executivo, a tendência é que, até 2026, empresas desses setores operem como verdadeiros hubs financeiros. “Varejo, mobilidade e educação caminham para modelos em que pagamento, crédito e gestão financeira fazem parte da experiência principal. Quem não estruturar essa camada agora corre o risco de perder relevância para concorrentes mais integrados”, avalia.


Além da monetização direta, o BaaS impacta indicadores estratégicos como retenção e recorrência. Aplicativos que concentram serviços financeiros tendem a reduzir a taxa de abandono e aumentar o ticket médio, ao criar dependência funcional do ecossistema. “O app deixa de ser apenas um canal de venda e passa a ser a principal interface financeira do usuário. Isso muda completamente o valor do relacionamento”, conclui Rafael Franco.


Com a consolidação do Open Finance e o avanço da infraestrutura digital no país, o Banking as a Service se firma como um dos pilares da transformação financeira no Brasil, reposicionando empresas não financeiras como protagonistas de uma nova etapa do sistema bancário.

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