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Transfero promove debate entre especialistas sobre Governos, CBDCs e stablecoins


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O Web Summit Rio 2024 foi palco de um diálogo esclarecedor sobre o futuro das criptomoedas, mais particularmente as CBDCs, as stablecoins e o papel desse tipo de ativo com os governos. A Transfero, empresa que conecta os sistemas bancários, cripto e financeiro a partir de soluções financeiras baseadas em tecnologia blockchain, organizou o painel em seu estande, reunindo especialistas renomados para explorar as tendências sobre o tema.


Sob a moderação de Aline Fernandes, repórter do BeInCrypto, o painel contou com a presença de Guilherme Murtinho, CMO da Transfero, e Dan Yamamura, fundador da Fuse Capital. Juntos, eles esclareceram questões cruciais sobre a digitalização das moedas e o papel das stablecoins no ecossistema financeiro global.


O ponto de partida da discussão foi o Pix e o Drex, a CBDC desenvolvida pelo Banco Central do Brasil. Aline Fernandes destacou os esforços do país neste domínio, com mais de 130 governos ao redor do mundo também embarcando em projetos semelhantes. O lançamento do Drex, agora previsto para o próximo ano, eleva o interesse e a especulação em torno dessa nova forma de dinheiro.


"O Pix é um marco no sistema financeiro brasileiro, mas o Drex promete ir além, trazendo capacidades adicionais à nossa moeda. Ele será inclusivo, beneficiando empresas e fintechs, permitindo o desenvolvimento de soluções financeiras inovadoras. O desafio é manter a independência técnica do projeto diante de interferências políticas", esclarece Guilherme Murtinho, CMO da Transfero.


De forma didática, Dan Yamamura esclareceu uma distinção importante: enquanto o Pix é uma plataforma de pagamento e transferência monetária, o Drex promete ser uma moeda de reserva em blockchain, com funcionalidades programáveis através de contratos inteligentes. Segundo ele, essa distinção é crucial para entender o impacto potencial do DREX no cenário financeiro brasileiro.


"O Drex é como uma plataforma aberta, podemos dizer que é semelhante à Apple Store ou Google Play, onde diversas aplicações podem surgir. É uma tecnologia nova e subutilizada até agora. O Brasil está à frente de muitos países no desenvolvimento de CBDCs, graças ao Pix, e isso nos dá a oportunidade de liderar em inovação financeira.", explica Yamamura, fundador da Fuse Capital.


Em complemento às discussões sobre o tema, Guilherme Murtinho enfatizou a importância da inclusão financeira no contexto do Brasil, onde uma parte significativa da população ainda não tem acesso a serviços bancários. Ele acredita que o Drex, com sua capacidade de facilitar transações e serviços financeiros inovadores, pode desempenhar um papel vital na redução dessa lacuna e impulsionar a inclusão econômica.


Além das discussões sobre CBDCs, o painel também explorou o conceito de stablecoins, com destaque para o BRZ, a primeira stablecoin não vinculada ao dólar criada pela Transfero. Além disso, a criação do BRX, uma Joint Venture entre a Transfero e a Fuse, reflete o compromisso das empresas em impulsionar a inovação na Web3 e desenvolver produtos financeiros. 

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