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A era do co-investimento: modalidade dilui riscos e atrai investidores




Durante a última década, os co-investimentos mais que dobraram de quantidade. Segundo dados da Pitchbook, a expectativa é de um crescimento ainda maior, uma vez que a estratégia está ganhando prioridade entre os investidores - reflexo de um mercado marcado por incertezas globais e ajustes que redefinem as estratégias de investimento em capital de risco.


A tendência crescente de co-investimento no mercado de Venture Capital reflete as oscilações e os desafios do cenário macroeconômico. Camila Nasser, cofundadora e CEO do Kria, uma das principais plataformas de investimento em startups, destaca a estreita relação entre o mercado de VC e o cenário econômico global. “Em 2021, assistimos a um surto de investimentos, que logo foi sucedido por um período de correção em 2022. No ano passado, o cenário foi marcado por elevadas taxas de juros e turbulências econômicas, fatores que contribuíram para uma redução notável nos volumes de investimento e impuseram desafios adicionais para as empresas na captação de fundos”, esclarece.


Nesse contexto, os co-investimentos se destacam como uma solução eficaz, já que permitem a diversificação de riscos e oferecem a possibilidade de investir em tickets menores, uma abordagem que se tornou mais comum à medida que os fundos adotaram posturas mais protecionistas. “Este método favorece tanto as gestoras, que podem investir quantias menores e diversificar mais suas carteiras, quanto as empresas, que se beneficiam de uma rede ampliada de apoio e expertise”, destaca Camila. 

O impacto do co-investimento se estende para além do financiamento das startups. Trazer investidores conhecidos para participar das rodadas de investimento não só ajuda a aumentar a reputação das empresas, mas também traz mais visibilidade e confiança. Além disso, as empresas se beneficiam de uma rede de especialistas e investidores que fornecem suporte para acelerar seu crescimento e enfrentar desafios.


Camila afirma que outro ponto relevante é a construção e manutenção de relacionamento com fundos que podem se tornar investidores das empresas do seu portfólio nas próximas captações. “Isso é fundamental, tanto para garantir que tenham liquidez e capital de giro para dar sequência ao negócio, como para aumentar seus valuations. Como o foco do VC sempre fica no exit, a continuação dessas rodadas pode implicar em maior retorno. Nossa política vem se formando em fomentar cada vez mais esse tipo de rodada. Já celebramos captações com nomes como EquityRio, e Din4mo Ventures, e planejamos seguir nesse caminho”, finaliza.

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