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"Me dá um dinheiro aí": royalties musicais de Moacyr Franco viram operação de investimentos


Moacyr Franco


Com um acervo diversificado que vai desde marchinhas de carnaval ao gênero sertanejo e trilha sonora de novela, Moacyr Franco, acaba de negociar seus royalties musicais que se transformaram em operação de investimentos. O catálogo foi adquirido pela MUV Capital, originadora de ativos alternativos pertencente ao ecossistema Hurst, responsável por securitizar a estrutura de Oferta Pública para investimento através de sua plataforma.


Durante sua carreira, Moacyr Franco compôs diversas obras musicais, incluindo a famosa marchinha de carnaval “Me dá um Dinheiro Aí”. Na década de 80 e 90, compôs músicas que se tornaram clássicos do sertanejo, entre elas “Ainda Ontem Chorei de Saudade” e “Se Eu Não Puder Te Esquecer”, interpretadas pela dupla João Mineiro e Marciano. Em 2003, teve uma de suas composições gravadas por Rita Lee: “Tudo Vira Bosta”, que posteriormente fez parte da trilha sonora da novela “Senhora do Destino”, exibida em 2004 pela TV Globo.


“Quando conheci a MUV através de outros artistas e compositores, vi que a oportunidade de ter um parceiro capaz de potencializar e organizar o meu catálogo musical era de extrema importância. No futuro, o resultado da administração das obras musicais é um investimento que só é viável por acreditar no benefício de repassar o catálogo”, ressalta Moacyr Franco.


Segundo ele, para os artistas e compositores é uma oportunidade de liquidez imediata somado ao investimento de ter o catálogo gerenciado por uma empresa confiável. “Atualmente, percebe-se a movimentação desse mercado na busca de novos catálogos, é uma boa hora para os artistas que buscam esse tipo de parceria. Artistas multifuncionais como eu, possuem certa dificuldade em administrar e ampliar os recebimentos de suas obras, tendo isso em vista, o mais importante é escolher um parceiro que te dê segurança no processo”, destaca.


Com uma taxa de retorno estimada em 21,04% ao ano e prazo de investimento de 36 meses, a rentabilidade da operação advém do número de execuções das obras que a compõem. “Cada vez que uma música que integra o catálogo dessa operação é executada, o pagamento dos royalties musicais é direcionado aos titulares dos direitos. Em resumo, os artistas vendem uma parte de seus ganhos futuros gerados por seu catálogo musical aos investidores em troca de um pagamento fixo”, informa a COO da MUV Capital, Ana Gabriela Mathias. Ela explica que a securitização é uma prática financeira que envolve a conversão de futuros fluxos de ativos, como os royalties musicais, em valores mobiliários negociáveis.


O CEO da Hurst Capital, Arthur Farache, lembra que, além da diversificação, o grande diferencial deste tipo de investimento é a descorrelação com a bolsa de investimentos tradicional e o recebimento de renda passiva ao longo do período investido. “O desempenho do mercado fonográfico é pouco afetado em momentos de incertezas político-econômica, característica que o torna bastante atrativo. Além disso, o investidor poderá ter uma renda mensal passiva durante os meses em que os Certificados de Recebíveis permanecerem em vigor”, ressalta.


O mercado global fonográfico apresenta um exponencial crescimento de receita, que o torna um espaço favorável para novos investimentos. Segundo dados do IFPI, a receita total do mercado fonográfico global em 2023 somou aproximadamente US$ 28.6 bilhões ao registrar 10,2% de crescimento no seu nono ano consecutivo de expansão. 

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