• Victor Barboza

O que é a pauta ESG e qual é a sua importância para o universo das fintechs?




A Terra vive um momento que gera diversas preocupações: água acabando em diversos lugares, catastrofes naturais cada vez mais frequentes, aumento da pobreza e desigualdade social, e por aí vai. A pergunta é: aonde isso vai parar?


Foi neste cenário que surge uma pauta cada vez mais presente nas discussões das empresas e do mercado financeiro: a pauta ESG. A sigla, traduzida do inglês, se remete às palavras Ambiental (Environmental), Social e Governança e surgiu pela primeira vez em 2004, dentro de um grupo de trabalho do Principles for Responsible Investment (PRI), rede ligada à ONU, grupo que tem objetivo de convencer investidores sobre investimentos sustentáveis. Nesta oportunidade, James Gifford, economista que liderava o grupo, definiu a sigla da seguinte maneira:


“O ESG é apenas um subgrupo inserido no contexto maior do investimento sustentável. O termo foi criado, especificamente, para focar em questões materiais. A ideia foi inverter a lógica do que, na época, era chamado de investimento ético, para se concentrar em fatores relevantes para os investidores. Se você tem uma responsabilidade fiduciária, como no caso de um fundo de pensão, não deveria estar pensando num horizonte de nove meses, mas sim de nove anos, ou de 20 anos. E quando se considera esse horizonte, temas como mudanças climáticas, riscos sociopolíticos etc., se tornam relevantes. Algumas pessoas usam o termo de maneira mais ampla, mas o ponto central é a incorporação de fatores socioambientais nos investimentos para gerenciar riscos. Não é mais sobre ética.”


Entender e aplicar os critérios ESG por parte das empresas é, cada vez mais, uma realidade. Isso ajuda a ampliar a competitividade do setor empresarial, seja no mercado interno ou no exterior, e ainda trazem solidez, custos mais baixos, melhor reputação e maior resiliência em meio às incertezas e vulnerabilidades.


Os pilares


O Pilar E, Ambiental, se refere às práticas de uma empresa em relação à conservação do meio-ambiente e sua atuação sobre temas como: aquecimento global e emissão de carbono, poluição do ar e da água, biodiversidade, desmatamento, eficiência energética, gestão de resíduos e escassez de água.


O Pilar S, Social, se refere à relação de uma empresa com as pessoas que fazem parte do seu universo. Questões como satisfação dos clientes, proteção de dados e privacidade, diversidade da equipe, engajamento dos funcionários, relacionamento com a comunidade, respeito aos direitos humanos e às leis trabalhistas são fatores chave.


E o Pilar G, Governança, se refere às medidas relacionadas à administração de uma empresa. Composição dos conselhos, estrutura do comitê de auditoria, conduta corporativa, remuneração dos executivos, relações com entidades do governo e políticos e existência de canais de denúncias são práticas desenvolvidas.


Startups, fintechs e ESG


Startups e fintechs chamam cada vez mais atenção, pelo crescimento exponencial e por representarem a nova economia. Porém, ao mesmo tempo, a adequação aos princípios ESG também são muito importantes por parte destes negócios.


As fintechs, ao aderirem às medidas ESG demonstram organização interna da empresa, sustentabilidade de longo prazo, o que pode, inclusive, chamar a atenção de potenciais investidores.


Desta forma, a FIncatch, em conjunto com especialistas, está preparando um Anuário para listar as fintechs com soluções voltadas à pauta ESG no Brasil em 2022. Caso você queira incluir sua solução na lista de empresas que serão avaliadas, basta preencher este formulário.


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