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Brasileiros desenvolvem solução NFT que pode ser saída para assinaturas compartilhadas da Netflix

Atualizado: 19 de mar.


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A Netflix anunciou na última terça-feira (23) que vai começar a notificar os usuários sobre a utilização da plataforma, que deve ficar restrita a uma residência. A empresa planeja começar a cobrar uma tarifa para quem compartilhar contas com pessoas que não moram na mesma casa. A dificuldade, comum aos serviços de assinaturas, foi um dos desafios por trás da criação da tecnologia batizada de “Tokenized Access Control”, interface na qual é possível transformar as assinaturas em NFTs (sigla em inglês para tokens não fungíveis).

“É um sistema descentralizado e distribuído que pode ser utilizado por plataformas digitais e tradicionais”, diz Antonio Hoffert, um dos sócios da H3aven, startup premiada na edição de Tóquio do ETHGlobal Hackathon pela solução. “Hoje, a Netflix usa credenciais tradicionais para o usuário, ou seja, email e senha. E ela poderia continuar tendo essa facilidade de login via email e senha. Porém, atrás desse processo, aconteceria uma ‘tokenização’ da credencial”. Cada usuário, portanto, teria um NFT, espécie de “artefato” pelo qual o acesso ao serviço seria gerenciado.

Com a interface, é possível evitar o gasto com a duplicidade de credenciais e garantir o histórico absoluto daquela assinatura, já que novos dados de pagamento ou upgrades no serviço contratado modificariam o token desse usuário. A aplicação deve estar disponível ao mercado em setembro de 2023.




“A ideia é que as pessoas fiquem mais cautelosas. Você não poderá mais partilhar informações de acesso, já que qualquer pessoa pode utilizar seu NFT, e, assinando com a chave privada, realizar uma transação em seu nome, por exemplo”, explica João Henrique Costa, sócio da startup.

A aplicação em blockchain também abre novas possibilidades ao modelo de negócio, como a garantia de mais privacidade e segurança para os dados criptografados dos assinantes ou a viabilidade de antecipação de receitas das assinaturas por meio de contratos inteligentes — ou seja, sem recorrer a bancos ou investidores.

“Hoje, se um negócio precisa de fluxo de caixa, tem que recorrer a bancos e a formas tradicionais de investimentos. Com essa tecnologia aplicada aos contratos inteligentes, essa mesma empresa pode antecipar de 2% até 28% de suas próprias receitas futuras das assinaturas”, explica Hoffert. “Como assinaturas são bens elásticos, é possível, então, abaixar o preço para atrair mais membros e obter mais receita durante um determinado período de tempo”.

Mercado de assinaturas deve mais do que dobrar até 2025

Relatório publicado no site What´s New In Publishing indica que o mercado de assinaturas digitais deve mais do que dobrar até 2025. Popularizado pelos serviços de streaming e conteúdo sob demanda como Netflix e Spotify, esse modelo de negócio inclui bens mais caros e de mercados diferentes, como carro, casa e até vestuário por assinatura. Atualmente avaliado em 650 bilhões de dólares, os serviços a partir de assinaturas digitais podem atingir a marca de 1,5 trilhão de dólares nos próximos três anos.

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